Este é um blogue de fotografias e memórias de viagens. Todas as fotografias são tiradas por mim. Os textos são da minha autoria. Qualquer reprodução, sem prévia autorização, é ilegal.
Está aberto todos os dias e para quem gosta muito de observar aves, no terceiro sábado, de cada mês, abre à 7:00 horas. Merece a pena, porque é uma altura do dia que ainda há pouca gente por lá e não há barulho. Só o clique das câmaras.
Eu ainda sou muito amadora e tenho muito que aprender para conseguir boas fotos destes animais. É preciso treinar muito
Apercebi-me de repente que não escrevo no meu blogue há seis meses! Dizem os peritos, nestas matérias, que não se deve estar tanto tempo sem se “alimentar” as páginas de um blogue, porque os Seguidores desinteressam-se.
Assim como assim, não tenho tantos Seguidores como assim, e os que tenho certamente compreenderão que o tempo é terrível, quando não se tem.
Mas tenho pena. Gostava de poder ter sempre tempo para publicar as minhas fotos e partilhar os meus pensamentos.
Mas o que lá vai, lá vai, como diz a canção.
Falemos do Alentejo.
O nosso profundo e maravilhoso Alentejo.
A seguir ao Natal fomos passar os dias até ao fim do ano na Amieira. Alugámos uma casinha no empreendimento Aldeia do Lago, imperdível, e lá fomos nós, com um tempo excecional.
Visitámos o que parece agora se chama Alentejo central. Peço desculpa pela minha ignorância, mas só me lembro do Alto e Baixo Alentejo, mas parece-me bem.
Estremoz, Reguengos, Vila Viçosa, Mourão, Portel e a Barragem do Alqueva e muitas mais aldeias maravilhosas. Conservadas, genuínas. Soberba gastronomia! Engordei três quilos!
E prova de vinhos, por todo o lado! Nós visitámos a Ervideira e o Esporão. Adorámos a prova de vinhos na Ervideira, e os vinhos. Toscânia para quê?!
Neste local que é considerado Momumento Nacional, foi travada uma batalha em junho de 1876 entre o exército americano, chefiado pelo Tenente George Custer e as tribos Sioux, Cheyenne, e outra tribos, comandadas por Sitting Bull e o jovem Crazy Horse.
“…local de reflexão”
Para quem gosta destas matérias históricas, estreou agora o filme “woman walks ahead” que aborda o que eu escrevi nesta página.
A cerca de 7 Km de Salvaterra de Magos e a cerca de 70 km de Lisboa situa-se a aldeia de Escaroupim.
Escaroupim é uma típica aldeia piscatória, formada em meados dos anos 30. Alves Redol chamou “nómadas do rio” a estas famílias que durante os meses de inverno se deslocavam de Vieira de Leiria para o rio Tejo, para as campanhas de pesca de inverno, regressando no verão à sua terra natal, para pescar no mar.
Os passeios de barco são encantadores, e para quem gosta de observar aves é uma boa opção.
Os Mouchões do Tejo são um local ótimo para observação destas criaturas. A ilha das Graças um santuário de penas!
Em Escaroupim temos o museu numa antiga escola primária. Um exemplo de como se pode aproveitar estas edificações e dignificar estas pequenas povoações dando-lhes a importância que merecem.
E depois temos o restaurante com o mesmo nome da terra. Só experimentando!
O Espaço de Visitação e Observação de Aves – Evoa – na lezíria do estuário do Tejo é um paraíso para os amantes de aves e fotografia.
A entrada não é barata, mas vale a pena de vez em quando passar por lá.
É uma das 10 zonas húmidas mais importantes da Europa por onde passam as aves aquáticas migradoras.
Estive lá com os meus sobrinhos e viemos encantados com tudo. Mas é preciso muita paciência para esperar pelo melhores momento para fotografar nos abrigos próprios para observação.
Mais uma escapadela. Ir a Montemor almoçar e ver um pouco do Alentejo que nesta altura está verde e cheio de florzinhas que lhe dão uns matizes lindos.
1 de Maio não é a melhor altura para se ir ao Alentejo. Está tudo fechado. Dia do trabalhador! Mas descobrimos um restaurante aberto. Fica por cima das piscinas Municipais e chama-se A6. Comida muito boa! Migas de espargos e naco de vitela grelhado. Vale a pena.
A6 para além do nome do restaurante é a autoestrada que nos leva a Espanha, passando por Évora e primeiro Montemor-o-Novo. Fica tão perto de Lisboa!
Deserto, calor, muito calor. Acho que parte do meu cérebro cozeu lá. A outra parte cozeu, anos depois, em Death Valley, mas isso é para mais tarde.
Já referi aqui que temos o péssimo hábito, eu e o meu marido, de começarmos as nossas excursões tarde. Começar uma vista a este Parque ao meio-dia, é de doidos! Conselho: Não o façam! Mas acabámos por sobreviver e estar aqui a contar a história.
Lembro que nestes confins do mundo americano não havia rede no telemóvel! Imaginem! Mas é verdade.
Já de volta para Chicago, num ponto mais alto, ainda no Utah, lá conseguimos rede e eu telefonei para Portugal, para falar com o meu irmão que estava desesperado sem notícias minhas.
Ficámos num Motel em Moab e foi nesta cidade que comi bife de búfalo pela primeira vez. É delicioso. Provem se tiverem essa oportunidade.
Também comemos uns gelados maravilhosos, debaixo de um calor assolador.
Mas ver estas esculturas naturais no meio do deserto é fascinante. Os Norte Americanos chamam a este parque “the red-rock wonderland”