Escapadelas – Barcelona

Com esta é a terceira vez que vou a Barcelona. Adoro esta cidade!

Tanta gente! Meu Deus! quase que não se consegue tirar uma fotografia. Mas é um problema que se encontra por todo o lado, hoje em dia. Efeitos da net. Está tudo à distância de um clique. E, atenção, temos de comprar bilhetes com antecedência para os museus e outras atrações, senão corremos o risco de chegar ao local e estar tudo esgotado. Foi que nos aconteceu no Parc Guell. No entanto pudemos passear na zona pedonal, e visitámos a casa do Gaudí. Não havia fila e pagámos 5,00 euros.

Casa de Gaudí no Parc Guell
Vista de Barcelona, do Parc Guell

Nunca tinha entrado na Sagrada Família, ou qualquer casa “marca” Gaudí. Este ano visitei quase tudo. Na realidade, podemos dizer que é uma cidade Gaudí!

Casa Batlló
Interior Casa Batlló
Casa Milá ~La Pedrera
Casa Vicens

Passámos cerca de 6 horas na Sagrada Família! Quando entrei fiquei esmagada com a grandeza desta Basílica. É espantosa! Gaudí chamou ao interior el bosque, porque os pilares que a sustentam, simbolizam árvores com os seus ramos sustentando o teto. Sempre em construção, esperam que em 2026 esteja concluída.

Vista da Torre da Natividade
Fachada da Paixão
Vista de Barcelona, da Torre da Natividade
Sempre em construção

Não senti a espiritualidade que se sente ao visitar estes templos, que me desculpe Gaudí. Senti sim, como se estivesse num filme de ficção espacial! Noutro planeta.

Gaudí, esse sim, era muito espiritual e crente a Deus! Um celibatário! Creio que ele poderia ter sido um monge, se não fosse o artista brilhante e tão visionário. A sua obra é impressionante!

Mas Barcelona é ainda mais. Gente simpática. Pinxos!, Cañas! Cor, muita cor. Que o diga o mercado La Boqueria, apetece comprar tudo.

La Boqueria

Não perder o restaurante Sagardi, na Argenteria, 62, Bairro Gótico. É uma cadeia de restaurantes de pinxos, Basca. Conhecemos o Ricardo, português, que está a aprender tudo para depois ser o Gerente do espaço que vai abrir no Porto, no fim do ano.

A zona junto ao mediterrâneo é muito agradável.

Rambla del mar

Mais uma vez fui até ao Museu de arte da Catalunha e não entrei. Mas toda a zona envolvente é espetacular e merece ser visitada. O Museu situa-se no Palácio Nacional, foi inaugurado em 1929, quando da exposição internacional de Barcelona, na colina de Montjuic, com Montserrat em frente.

Museu de Arte da Catalunha

Mesmo ali ao lado do Museu podemos visitar por 5,00 euros o Pavilhão Mies Van Der Rohe. Vale a pena pela suas linhas arquitetónicas e pela estátua, elegante!

Barcelona é tudo isto, arte beleza, vida.

Com o Metro podemos visitar a cidade de uma ponta à outra. Comprámos o bilhete T10. 10 viagens. Pode ser usado por mais de uma pessoa. Dá para o metro e Bus. Compra-se nas bilheteiras. No aeroporto vende-se na casa de tabacos. Vamos lá saber por quê! E comprámos o bilhete de Metro do, e para aeroporto. 4.50 € cada viagem. E depois é andar, andar…é mais do que suficiente para 4 dias.

Barcelona é também reivindicação, luta…

Com a Vueling arranja-se vôos muito em conta. O problema hoje em dia, como acontece em todas as companhias, são as malas de mão. Como se paga para despachar as malas para o porão, toda a gente leva cabin luggage. Acontece que depois há malas a mais e “roubam-nos”, literalmente, a mala para a colocarem no porão. Isto enerva-me. Resultado demora no embarque. De resto é só 1:55 h até Barcelona. Com o Booking.com arranja-se facilmente estadia, só depende do valor que se quer gastar.

Um conselho! Comprem os bilhetes nos sites oficiais dos museus. Há muita oferta, mas estes são fiáveis.

Praga

Como já disse várias vezes é a minha segunda cidade. Mas é assustador a quantidade de turistas que invadem esta cidade. Já temos este fenómeno em Lisboa, mas aqui muito maior o número de outros povos que invadem a cidade.

Mas continua a ser uma cidade encantadora, de conto de fadas e do Rei Carlos.

O Castelo
A Catedral S. Vitos
A arquitetura – grafiti
Os pináculos
Os jardins
O rio Vtalva
O Teatro Nacional, ao longe
A ponte Carlos ao fundo
O Rei Carlos
Ao anoitecer

Montemor-o-Novo – Escapadelas

Mais uma escapadela. Ir a Montemor almoçar e ver um pouco do Alentejo que nesta altura está verde e cheio de florzinhas que lhe dão uns matizes lindos.

1 de Maio não é a melhor altura para se ir ao Alentejo. Está tudo fechado. Dia do trabalhador! Mas descobrimos um restaurante aberto. Fica por cima das piscinas Municipais e chama-se A6.  Comida muito boa! Migas de espargos e naco de vitela grelhado. Vale a pena.

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A6 para além do nome do restaurante é a autoestrada que nos leva a Espanha, passando por Évora e primeiro Montemor-o-Novo. Fica tão perto de Lisboa!

Escapadelas – Paris –

We will always have Paris frase famosa de Humphrey Bogart (Rick)para Ingrid Bergman (IIsa), no filme Casablanca.

Não sei se teremos sempre Paris, ou se Paris está lá para sempre para nós. É uma cidade!

Já não ia a Paris há cerca de 20 anos. Com tanta coisa para  se ver e para onde se viajar , foi ficando para trás.

Houve agora essa oportunidade.

Adoro a cidade, adoro o movimento, as gentes, as luzes, os monumentos, a comida, as sobremesas….

Apesar de ser uma cidade super vigiada, vê-se militares em grupos de quatro por todo lado, com as suas metralhadoras, bem como policias, os Parisienses fazem a sua vida normalmente. Acabamos por nos lembrar da ameaça que paira sob a cidade, por vermos estes contigentes de segurança.

Foram cinco dias a passear e a sentir a cidade e a observar os museus por fora. Foi a nossa opção para os poucos dias que tínhamos. No entanto, não pudemos deixar de visitar a exposição sobre Gaugin no Grand Palais. Uma exposição única, onde temos a possibilidade de conhecer este artista, como nunca e não sei, se teremos alguma vez mais esta oportunidade. Pintor, escultor e ceramista. A exposição está patente até 22 de janeiro de 2018. A não perder!

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La Seine

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Notre-Dame

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Pont Neuf

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Les Champs Elysées

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La Concorde

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La Madeleine

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La Tour Eiffel

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Escapadelas-Páscoa 2017

É sempre bom aproveitar os dias da Páscoa para passearmos um pouco. O nosso Estado e consequentemente muitas empresas e organizações decidiram não nos dar a tarde de quinta-feira santa. Desde que trabalho, e já lá vão uns anos, lembro-me de termos sempre esta tarde. Mas desde Passos Coelho que essa tradição passou a ser considerada como um sinal de que os portugueses não queriam trabalhar. E como temos que mostrar que somos tão bons como os outros, há que acabar com as tradições. Só que os outros, países, gozam os seus feriados com a maior serenidade. Por exemplo a República Checa sempre teve a segunda-feira a seguir ao domingo de Páscoa, no ano passado o Governo decidiu dar a sexta-feira santa como noutros países da Europa. Pasme-se, este País tem só 3,4% de desemprego, bem longe dos nossos 10% (revista sábado 12 a 19 de abril). Portanto, não vejo como vamos produzir mais nesse dias e ajudar o país. Por acaso até gastamos  energia que poderia ser poupada.

Bem, resolvi o assunto  gozando férias na quinta e na segunda-feira e fui para Praga, como costume. Só que desta vez decidimos passar dois dias em Viena. Partimos sexta-feira de comboio de Praga para Viena. Comboio rápido, quatro horas de caminho, 48 euros por pessoa, ida e volta. Sem atrasos nem incómodos. Chegámos a Viena por volta das três da tarde, apanhámos o metro, mudámos de estação e em vinte minutos estávamos no centro da cidade, sem atrasos nem enganos, tudo bem indicado, a cinco minutos a pé do apartamento que alugámos através do www. booking.com. Tínhamos o dono à porta à nossa espera.

O apartamento, bem no centro da cidade, dez minutos a pé dos museus. Num prédio bem antigo, muito bem conservado, mas virado para um saguão. A nós, não nos fez diferença, porque estivemos sempre fora. Só tomámos o pequeno almoço e dormimos. À parte de estar virado para um saguão, era um excelente apartamento. As duas noites ficaram por 240 euros. Nada mal, numa cidade com um nível de vida altíssimo.

O que nos levou a Viena foi a exposição de Egon Schiele. Expressionista do  principio seculo XX, em exibição no Albertina Museum. Museu este que fica, nada mais que numa ala do palácio dos Habsburg. dinastia Esta visita foi feita no sábado. Passamos lá o dia todo. Vimos a a exposição de Egon Schiele, vimos a exposição residente dos impressionistas e vimos palácio. Saímos para almoçar no restaurante Palachutta onde fizemos uma reserva no dia anterior, para comer o tafelspitz, que no fundo é picanha cozida num caldo muito saboroso.

No sábado jantámos no restaurante Figlmuller os famosos winnershnitzel. Que são nada mais nada menos que os nossos panados, tão utilizados em piqueniques. Mas estes são deliciosos. E bebemos vinho tinto austríaco que é excelente!

Andámos, muito, muito, vistámos a Santstephen Cathedral, exlibris de Viena. É uma cidade muito bonita, aprazível, evoluída. Vale a pena!

Esta cidade foi bombardeada na Segunda Guerra Mundial e estes monumentos destruídos. Reerguidos das cinzas, como se nada se tivesse passado.