Alentejo

Barragem do Alqueva, como um navio

Apercebi-me de repente que não escrevo no meu blogue há seis meses! Dizem os peritos, nestas matérias, que não se deve estar tanto tempo sem se “alimentar” as páginas de um blogue, porque os Seguidores desinteressam-se.

Assim como assim, não tenho tantos Seguidores como assim, e os que tenho certamente  compreenderão que o tempo é terrível, quando não se tem.

Mas tenho pena. Gostava de poder ter sempre tempo para publicar as minhas fotos e partilhar os meus pensamentos.

Mas o que lá vai, lá vai, como diz a canção.

Falemos do Alentejo.

O nosso profundo e maravilhoso Alentejo.

A seguir ao Natal fomos passar os dias até ao fim do ano na Amieira. Alugámos uma casinha no empreendimento Aldeia do Lago, imperdível, e lá fomos nós, com um tempo excecional.

Visitámos o que parece agora se chama Alentejo central. Peço desculpa pela minha ignorância, mas só me lembro do Alto e Baixo Alentejo, mas parece-me bem.

Estremoz, Reguengos, Vila Viçosa, Mourão, Portel e a Barragem do Alqueva e muitas mais aldeias maravilhosas. Conservadas, genuínas. Soberba gastronomia! Engordei três quilos!

E prova de vinhos, por todo o lado! Nós visitámos a Ervideira e o Esporão. Adorámos a prova de vinhos na Ervideira, e os vinhos. Toscânia para quê?!

É o paraíso na terra! Acreditem.0802-2019-0437990142778172380970.jpeg

0802-2019-0404611142804792377489.jpeg Barragem do Alqueva

0802-2019-0456610142796791786264.jpeg0802-2019-0451599142791781197652.jpeg0802-2019-0403165142803347178298.jpeg

0802-2019-0407632142807813782602.jpeg Estremoz

Aldeia da Luz…a Aldeia perdida…

Escaroupim – Escapadelas

A cerca de 7 Km de Salvaterra de Magos e a  cerca de 70 km de Lisboa situa-se a aldeia de Escaroupim.

Escaroupim é uma típica aldeia piscatória, formada em meados dos anos 30. Alves Redol chamou “nómadas do rio” a estas famílias que durante os meses de inverno se deslocavam de Vieira de Leiria para o rio Tejo, para as campanhas de pesca de inverno, regressando no verão à sua terra natal, para pescar no mar.

Os passeios de barco são encantadores, e para quem gosta de observar aves é uma boa opção.

Os Mouchões do Tejo são um local ótimo para observação destas criaturas. A ilha das Graças um santuário de penas!

Em Escaroupim temos o museu numa antiga escola primária. Um exemplo de como se pode aproveitar estas edificações e dignificar estas pequenas povoações dando-lhes a importância que merecem.

E depois temos o restaurante com o mesmo nome da terra. Só experimentando!

Escapadelas-Páscoa 2017

É sempre bom aproveitar os dias da Páscoa para passearmos um pouco. O nosso Estado e consequentemente muitas empresas e organizações decidiram não nos dar a tarde de quinta-feira santa. Desde que trabalho, e já lá vão uns anos, lembro-me de termos sempre esta tarde. Mas desde Passos Coelho que essa tradição passou a ser considerada como um sinal de que os portugueses não queriam trabalhar. E como temos que mostrar que somos tão bons como os outros, há que acabar com as tradições. Só que os outros, países, gozam os seus feriados com a maior serenidade. Por exemplo a República Checa sempre teve a segunda-feira a seguir ao domingo de Páscoa, no ano passado o Governo decidiu dar a sexta-feira santa como noutros países da Europa. Pasme-se, este País tem só 3,4% de desemprego, bem longe dos nossos 10% (revista sábado 12 a 19 de abril). Portanto, não vejo como vamos produzir mais nesse dias e ajudar o país. Por acaso até gastamos  energia que poderia ser poupada.

Bem, resolvi o assunto  gozando férias na quinta e na segunda-feira e fui para Praga, como costume. Só que desta vez decidimos passar dois dias em Viena. Partimos sexta-feira de comboio de Praga para Viena. Comboio rápido, quatro horas de caminho, 48 euros por pessoa, ida e volta. Sem atrasos nem incómodos. Chegámos a Viena por volta das três da tarde, apanhámos o metro, mudámos de estação e em vinte minutos estávamos no centro da cidade, sem atrasos nem enganos, tudo bem indicado, a cinco minutos a pé do apartamento que alugámos através do www. booking.com. Tínhamos o dono à porta à nossa espera.

O apartamento, bem no centro da cidade, dez minutos a pé dos museus. Num prédio bem antigo, muito bem conservado, mas virado para um saguão. A nós, não nos fez diferença, porque estivemos sempre fora. Só tomámos o pequeno almoço e dormimos. À parte de estar virado para um saguão, era um excelente apartamento. As duas noites ficaram por 240 euros. Nada mal, numa cidade com um nível de vida altíssimo.

O que nos levou a Viena foi a exposição de Egon Schiele. Expressionista do  principio seculo XX, em exibição no Albertina Museum. Museu este que fica, nada mais que numa ala do palácio dos Habsburg. dinastia Esta visita foi feita no sábado. Passamos lá o dia todo. Vimos a a exposição de Egon Schiele, vimos a exposição residente dos impressionistas e vimos palácio. Saímos para almoçar no restaurante Palachutta onde fizemos uma reserva no dia anterior, para comer o tafelspitz, que no fundo é picanha cozida num caldo muito saboroso.

No sábado jantámos no restaurante Figlmuller os famosos winnershnitzel. Que são nada mais nada menos que os nossos panados, tão utilizados em piqueniques. Mas estes são deliciosos. E bebemos vinho tinto austríaco que é excelente!

Andámos, muito, muito, vistámos a Santstephen Cathedral, exlibris de Viena. É uma cidade muito bonita, aprazível, evoluída. Vale a pena!

Esta cidade foi bombardeada na Segunda Guerra Mundial e estes monumentos destruídos. Reerguidos das cinzas, como se nada se tivesse passado.