Morávia – República Checa

Se partirmos de Praga para Valtice, no sul da Morávia, são cerca de 3h18m, 261 km. O problema são as obras na autoestrada. Já no ano passado tivemos este problema na Alemanha. Obras e mais obras e, consequentemente, atrasos.

Mas o que interessa é chegar. E chegar bem.

Pode-se viajar de avião diretamente para Brno e, depois, alugar um carro.

Razões históricas explicam as duas grandes regiões da República Checa: Boémia e Morávia. A capital da Boémia é Praga e a da Morávia é Brno.

Sendo eu do sul da Europa, de um país com profundas raízes vinícolas, tinha uma curiosidade enorme de conhecer esta região, por tanto ouvir falar das vinhas e já conhecer bons vinhos, principalmente brancos, aqui produzidos.

Como a ideia era depois seguir para as montanhas Tatras na Eslováquia, escolhemos Valtice como nosso quartel general para visitar adegas e degustar vinhos. Fica mesmo encostada à Áustria e a pouquíssimos quilómetros da Eslováquia.

Que agradável surpresa!

Podia muito bem ser uma das paisagens do Alentejo português. Temperaturas elevadas, vinhas por todo o lado!

Uma gastronomia de se lhe tirar o chapéu e vinhos bastante bons. Muitas das castas alemãs, como o Müller-Thurgau, Veltliner e Riesling.

Para além de todo este envolvimento vinícola, Valtice é uma cidade lindíssima, com os mais impressionantes edifícios barrocos da Europa Central. Foi também sede da casa dos príncipes de Liechtenstein .

A 7 kms de Valtice fica a bonita cidade de Lednice que em conjunto fazem parte do património da UNESCO.

Em Lednice comprámos vinhos da adega Anno Vino, almoçámos e fomos visitar a estufa (Greenhouse) do castelo de Lednice. Não tivemos tempo de visitar o castelo, mas visitámos a exuberante estufa e os fantásticos jardins.

Visitámos já ao fim da tarde, Mikulov que fica nas imediações. Mais uma bonita cidade, com belos edifícios.

Em Valtice visitámos, à noite, as caves Valtické Podzemí, cuja história remonta a 1270. Estas caves históricas estão interligadas entre si e medem no seu comprimento um total de 900 metros. A maioria destas caves encontram-se a uma profundidade de 6 a 12 metros. Há mais caves abaixo destas. Foram sendo construídas umas sobre as outras, desde os tempos da ocupação romana.

Ficámos no Hotel Salety, mesmo às portas do Valtice Zamek (Châteaux), como dizem os Checos. Um edifício lindo, provavelmente construído no século XI.

Entre outros restaurantes, os que mais gostámos foram o Restaurante Amalia e o Valtická Rychta. No primeiro bebemos, a copo, um Müller-Thurgau e no segundo um Sauvignon Blanc também a copo, com uma qualidade fantástica.

Na volta para Praga, vindos das montanhas Tatras, na Eslováquia que falarei noutro artigo, parámos em Austerlitz, nome alemão, Slavkov em Checo, ainda na Morávia, para ver o campo da batalha napoleónica e o museu. O museu já estava fechado, mas valeu a pena visitar este local tão simbólico na história da Europa.

O povo Checo só se pode orgulhar do País que têm com uma oferta tão diversificada, tão interessante e bonita para se conhecer. A norte, o país das fadas, como já escrevi há dois anos, e a sul, terras de Baco.

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